Preceitos que urgem serem renovados na celebração diária da Santa Missa
1)
Intenções da Santa Missa: Não é necessária a leitura das intenções, nome após nome. A fé verdadeira de quem assiste à Santa Missa deve ser suficiente para crer nas bênçãos e na misericórdia do Senhor, tanto daqueles que a oferecem a Santa Missa em intenção particular, quanto daqueles demais fiéis que não fizeram uso desse mister, seja em Ação de Graças ou quaisquer outras intenções;
2)
Hino de Louvor (Glória): Perdeu-se a real noção do significado e da pureza da adoração significados no Hino de Louvor ao Senhor criador de todas as coisas. Deve-se estabelecer, com vigor, os coros responsáveis por essa aclamação, demarcando na assembléia a forma que melhor reverbere esse sublime clamor de toda a messe;
3)
Amém: A consonância sapiencial deve ser proferida solenemente uma única vez ao final de cada oração, sem exageros, sendo plenamente dispensáveis os intermináveis améns cantados, acompanhados de aplausos, bater de palmas e outras teatralidades ora comumente observadas nas celebrações;
4)
Liturgia da Palavra: Os responsáveis pela leitura da Palavra do Senhor devem preparar-se previamente para esse mister, conferindo à voz tonalidade suficiente, a fim de serem satisfatoriamente ouvidos por toda a assembléia. Uma vez que se está na Liturgia da Palavra, onde já precederam os Ritos Iniciais, faz-se totalmente dispensáveis os cumprimentos de praxe à assembléia, tais como “boa noite”, “bem vindos” e afins, pois estes já o foram feitos convenientemente no início da celebração. O celebrante deve fazer o chamamento constante dos fiéis à oração, conclamando-os à leitura constante da Palavra do Senhor durante a semana, lembrando-os de acompanharem em suas casas – quando impossibilitados de irem à missa durante a semana, da liturgia da palavra orientada no semanário litúrgico-catequético, geralmente disposta no folheto à última folha, após a coluna ‘Ritos Finais’;
5)
Homilia: A homilia é o momento em que o sacerdote é inspirado pelo Espírito Santo para dissecar aos fiéis aquelas passagens demasiado elevadas ou por vezes obscuras da Sagrada Escritura. Portanto, nada mais impróprio do que as conversas paralelas, brincadeiras com aparelhos celulares e outras demonstrações de falta de educação e respeito, primeiro à Palavra do Senhor, segundo ao sacerdote, terceiro aos fiéis e por fim a si mesmo;
6)
Ofertório: O Senhor nos ensina em Eclesiástico 7.33 sobre o respeito devido aos sacerdotes, e no versículo 34, do mesmo capítulo, quanto à necessidade das pequenas ofertas para a expiação dos nossos pecados;
7)
Pantomimas: Quem é aplaudido corre igualmente o risco de ser vaiado, já ensina o ditado. A profusão de aplausos e agitação de lenços e panfletos em louvor ao Senhor Jesus Cristo devem ser terminantemente preteridos em favor de uma verdadeira e sincera concentração na oração, sem excessos. Gritos de “viva Cristo” e outras ovações são totalmente dispensáveis, abstendo a Santa Missa de modismos extemporâneos e outras pantomimas;
8)
Coral: Os membros do coral devem ter compromisso primordial com a celebração e não somente com os cânticos. Conversa paralela, afinação de instrumentos e outros expedientes desse naipe, observados principalmente entre os jovens, contribuem para anular a concentração de si mesmos dos ritos litúrgicos e, mais grave ainda, dos fiéis à sua volta;
9)
Cânticos: Os cânticos são feitos para o enriquecimento da liturgia e não devem jamais serem o seu único fim. Batuques, danças e shows devem ser relegados aos lugares onde são plenamente cabíveis, exceto, obviamente, a Santa Missa. Quanto aos instrumentos musicais, muitas das vezes, o mínimo é o máximo;
10)
Oração Eucarística: Na invocação pela Igreja, é fato que são muitíssimos os Bispos e Sacerdotes em todo o mundo, porém, há um só Papa. Portanto, tanto na invocação pelo sacerdote bem como nos semanários litúrgicos-catequéticos, faz-se necessária a deferência “Papa Bento XVI” e não o comum ‘papa bento’;
11)
Ritos Finais: Após a comunhão, o celebrante deve proceder à Ação de Graças, enlevando toda a assembléia em oração de agradecimento ao Senhor. Finda a Ação de Graças, e feita a Oração após a Comunhão, procede-se solenemente à Bênção Final, onde, somente após a bênção, será permitida a confraternização dos fiéis, saudações aos aniversariantes e lembretes de última hora;
12)
Avisos Finais: Faz-se necessária a abolição total desse expediente. Embora sejam de interesse comunitário, tais avisos tiram a concentração primordial da celebração, qual seja, a Eucaristia do Senhor precedida de Sua palavra na liturgia. Esses avisos e outros ditames preconícios devem ser afixados em quadro próprio, em local visível a todos à entrada da Igreja, jamais no Altar ou na Capela do Santíssimo Sacramento;
13)
Louvores à Virgem Santíssima: Nas ocasiões em que se fizerem necessários, os louvores e as coroações ofertados à Virgem Maria Santíssima devem privilegiar unicamente a Virgem e não os coroandos, os catequistas ou as instituições a que os coroandos ora representam. Os refrães intermináveis e fastidiosos devem ser justamente preteridos em favor de um devotamento sincero à Virgem e não pendores artísticos à vaidade humana.