De todos os “ismos” genéricos, o comodismo certamente estará sempre em voga. Os filauciosos que dele fazem uso atuam em todos os segmentos, muitas vezes sob a armadura peculiar da probidade.
Alguns, embora adeptos da idoneidade são, por outro lado, desprovidos de sagacidade e olho clinico próprio para analisar e julgar melhor os préstimos de terceiros. Apreciam os adjetivos comprobatórios quanto aos gêneros difamatório e infame, sem, contudo, fazer uso da semântica em seus discernimentos. Julgam pelo simples ato de impor autoridade, sobrepujando verdades, solapando biografias e, por conseguinte, elevando aos céus as qualidades fictícias dos néscios.
Deve-se razão a Zoroastro, quando diz que “os serviços prestados ficam muitas vezes na antecâmara, enquanto as suspeitas entram sempre no gabinete.” Mas a vida é assim mesmo e nada se pode fazer. Abruptos e fleumáticos, os néscios e filauciosos sempre se destacaram na face da Terra. A própria historia esta cheia deles. Na idade média, Boyer; nos dias coevos, em todos os cantos, dispensam-se maiores apresentações.
É necessário que esses seres fixem os sentidos nos valores da moral, principalmente quanto aos princípios da humildade e da complacência, pois, ainda citando Zoroastro, “as pessoas de caráter elevado necessitam apenas de uma simples palavra, um simples olhar, para que imponham respeito àqueles que ousam sair da linha.” E com toda a certeza, o caráter delas jamais é efêmero.