A rotina é sempre confortável. Chegamos cedo ao local de trabalho, cumprimentamos nossos colegas e parceiros de equipe, dirigimo-nos aos nossos afazeres já predeterminados e aguardamos ansiosamente o fim do dia, certos de que nada, mesmo algo aparentemente errado ou suspeito não nos afligirá, pois, caso algum serviço ou tarefa dê errada, a chefia certamente tomará as providências necessárias. Isso é para os acomodados.
Desafios são e sempre serão muito bem vindos e certamente nos preencherão positivamente o ego pessoal e profissional, pelo simples fato de que nós, seres humanos, gostamos de provar, em primeiro lugar para nós mesmos, que somos capazes de tudo, mas tudo mesmo.
A questão do medo em arriscar é perfeitamente compreensível, uma vez que o primeiro dado que nos vem à cabeça é o fator “prejuízo financeiro”, quando na verdade, balanceados todos os prós e os contras, o que deve ser levado sempre em conta é o saldo coerente de uma análise correta, feita sempre em equipe, pelo simples fato de que duas ou mais cabeças pensam sempre bem melhor do que uma.
Grande parte das invenções das quais usufruímos hoje, com muito prazer, surgiu do esforço de um ou vários pioneiros que não mediram quaisquer esforços pessoais no sentido da experimentação e aplicação de suas idéias e ideais. É certo que o medo tende a provocar um bloqueio em nossas mentes, talvez até sem que percebamos esse fato. Mas bastam algumas palavras com alguém de nossa confiança, inclusive, superando-se aqui a vergonha ou até mesmo o orgulho em partilharmos nossas dúvidas com outros, que no minuto seguinte, como que por encanto, clareiam-se novamente as idéias, surgem diante dos nossos olhos opções até então imperceptíveis e, finalmente, toma corpo e vida uma idéia até então impossível de ser concretizada.
As palavras e os discursos são sempre igualmente confortáveis. Basta um mínimo de discernimento e humildade para que todos os propósitos sejam plenamente atingidos.