Ainda essa conversa: "do bem ou do mal?"
Há muito se têm discutido os efeitos da globalização de modo geral na vida de cada ser humano, e de como esses efeitos influem no dia-a-dia de trabalho, no lazer, na família, enfim, se as atuais facilidades tecnológicas realmente são benéficas ao homem, do ponto de vista de um melhor aproveitamento de seu tempo, ou se essas mesmas transformações não o estão relegando a um
ostracismo, ou seja, a um acomodamento no seu modo de agir, pensar e enxergar a vida como um sem fim de objetivos dignos a serem alcançados, bem como transmitir essa vontade férrea de vencer aos seus filhos e descendentes.
Negar que essas transformações têm um impacto verdadeiro e positivo na vida de cada um é o mesmo que padecer de nostalgia crônica dos tempos em que cinco ou seis pessoas tomavam banho em imensas bacias utilizando-se todas da mesma água, uma vez que a comodidade da água encanada e à temperatura ideal era coisa, naquele tempo, de visionário maluco.
Os computadores, os veículos com injeção eletrônica e ABS, os aparelhos celulares e a Internet vieram para ficar e será sempre um erro tentar enxergar nesse emaranhado de tecnologia algo concebido para a infelicidade deste ou daquele povo. Uma coisa sensata a fazer, como em todas as transformações, é tentar assimilar o mais possível essas novidades, seja através da leitura de artigos especializados, seja através do contato direto com pessoas mais ligadas a esse meio, pois as crianças e os jovens de hoje há muito absorveram esses conceitos em seu modo de vida, pelo simples fato de não terem absorvido ainda aquela malícia permissiva da competição férrea, em detrimento de uma longa e frutífera amizade.
As novidades tecnológicas de hoje certamente estarão obsoletas e ultrapassadas em um tempo muitíssimo breve e será infinitamente mais fácil absorver as tecnologias futuras se cada um se dispuser, desde já, a interessar-se pelos ganhos até agora conquistados, uma vez que o maior beneficiado será justamente o próprio interessado.
Não será fácil. Mas uma caminhada de mil quilômetros inicia-se, justamente, com o primeiro de incontáveis e longos passos.